Quem
nunca se sentiu que o mundo por baixo de nossos pés estava desabando? Acho que
todas nós passamos às vezes por momentos assim, quando o nosso “mundinho” vira
de cabeça para baixo de uma hora para outra, sem avisar, e nos deixa
completamente abatidas. É disso que vou falar na postagem de hoje. Vou “abrir o
verbo” e contar tudo o que tem me acontecido ultimamente… vou me desabafar,
vou aconselhar, vou ser mais uma vez a “irmã mais velha” de vocês. Espero que
me compreendam!

Vocês
lembram que eu estava namorando? Eu até fiz uma postagem falando sobre o meu primeiro beijo que foi com ele e até mesmo uma postagem conjunta (ele foi o
convidado e escreveu) sobre como a gente se conheceu, dizendo que eu era a
resposta das orações que tinha feito há alguns anos atrás, que me amava e
jamais iria me abandonar. Bem, infelizmente (ou felizmente) isso tudo era
MENTIRA. E antes que eu explique o que aconteceu, vou adiantando que a postagem
conjunta está fora de ar, por esses motivos óbvios.
Uma
semana antes de a gente terminar, notei que ele estava bem diferente do normal,
me evitando e até mesmo mentindo para mim dizendo que estava em certos lugares,
enquanto estava em outro. Ele argumentava que queria ficar a sós com o Senhor,
não queria mais namorar, porém, não queria ter mais ninguém. Uma semana depois
descobri que enquanto estávamos juntos, ele me traía e agora estava com outra
garota, que digamos, é filha de pastor também e “ex” dele. Tal garota veio
zombando de mim nas redes sociais dizendo que eu tinha o perdido. Perdi a linha
e comecei a xingá-la (eu sei, não deveria ter dado esse mau exemplo para vocês).
Por sua vez, não satisfeita, ela arranjou meu número (não sei como) pedindo
para o seu pai falar com o meu, porque simplesmente eu tinha a xingado do nada.
Okay. Várias outras coisas aconteceram, não dá para contar tudo…
Sabe
o que me deixou chateada nessa história toda? Primeiramente a falta de
sinceridade. Eu perdoaria uma traição numa boa, eu sou assim, sou meio a personagem Kari Baxter nesse sentido. E segundo, a falta de posição e lealdade
à Palavra de Deus de algumas pessoas que simplesmente queriam que eu me calasse
e não contasse a verdadeira história. Pensa assim comigo: como uma pessoa que
apronta tem o direito e toda torcida do mundo para tocar, cantar e/ou pregar
como se nada houvesse acontecido?
Não houve aconselhamento e não houve
disciplina eclesiástica; simplesmente “deixaram para lá” e não fizeram o que a
Bíblia diz que tem de ser feito. E o que deve ser feito? Em Mateus 18.15-17
ensina:
“Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós
com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele
não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer
acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas’. Se ele
se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a
igreja, trate-o como pagão ou publicano.”
O
problema da igreja protestante de um modo geral é tratar o namoro de jovens
cristãos como mais uma coisa que não deve ser levada em conta; como se fosse
entretenimento. E depois querem cobrar de nós, jovens, uma atitude séria dentro
da igreja. Meio incoerente não acham? A igreja protestante e os jovens precisam
entender que o namoro é preparo para o casamento; e qualquer “pulada de cerca”
TAMBÉM é considerada como ADULTÉRIO.
Outro
problema da igreja protestante atual é pensar que não podemos questionar
atitudes erradas dentro da própria igreja. Dizem que o pastor é “o anjo da
igreja” e não deve ser contrariado nunca. Tudo bem gente, mas o pastor é ser
humano assim como todos nós, e ele também comete pecado; será que não posso “confrontá-lo”
(sem desrespeitá-lo) segundo a reta justiça quando algo está errado? Será que
tenho que aturar qualquer palhaçada dentro da igreja? Estou dizendo isso porque
muitos me julgaram (e estão me julgando) porque eu “joguei no ventilador” essas
indagações para as pessoas envolvidas na história, querendo uma atitude correta
da liderança. Coisa que até hoje não houve e infelizmente não haverá. Pelo
contrário, disseram palavras vulgares ao meu respeito e me julgaram, pois é
mais conveniente tapar o sol com a peneira para não difamar o ministério do que
não tolerar o pecado na igreja. Triste realidade!
Vocês
que me acompanham no blog sabem muito bem como eu sou completamente sincera e
odeio ver as coisas erradas principalmente quando o assunto é o Evangelho de
Cristo. Com tudo isso que me aconteceu, pensei em até mudar o meu jeito de ser,
entretanto, ao parar e refletir soube que essa não era a melhor decisão a ser
tomada. Lembrei-me de cada uma de vocês que estão comigo, até mesmo quando eu
meto os pés pelas mãos. Vocês são exemplo para mim, e é por isso que estou aqui.
Para
não deixar só nas minhas palavras de desabafo, quero aconselhá-las da seguinte
maneira:
♦ Não mude o seu
jeito de ser para agradar outras pessoas.
♦ Nunca se
conforme com o mundanismo dentro da igreja. Mesmo que isso custe perseguição
pelas pessoas que querem continuar vivendo no pecado.
♦ Não largue a
Cristo por decepções vivenciadas dentro de uma igreja local.
♦ Lembre-se que
demônio também sabe falar em línguas estranhas. Por isso, nem todas as pessoas
que “estão no mistério” estão com uma vida no altar. E tais experiências (de
algumas pessoas) não vêm do Espírito Santo, mas sim de um espírito demoníaco.
♦ Não é porque o
rapaz pertence a uma igreja que ele realmente é convertido.
♦ Respeite o namoro
ou o casamento das pessoas!
“De
acordo com Jesus, quando um irmão ou irmã estiver andando em pecado, for surpreendido
em pecado ou recusar arrepender-se, a igreja deve confrontá-lo e trazê-lo de
volta para Cristo.” (David Platt)
“Acaso
busco eu agora a aprovação dos homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a
homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de
Cristo.” (Gálatas 1.10)

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2 thoughts on “Meu mundo de cabeça para baixo!”

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